quarta-feira, 16 de março de 2011

Eu sou do tempo....

... em que meninas tinham diários feitos em cadernos cor-de-rosa, com mini cadeados comprados em lojas de R$1,99. No meio da minha adolescência apareceram os blogs, que a princípio, nada mais eram que diários virtuais. Faz tempo que passei da adolescência e me peguei sentindo falta de ter um diário, não porque não tenho amigos, colegas ou familiares com quem conversar ou porque o que tenho pra escrever seja segredo, mas essa sensação de escrever algo para você mesmo as vezes proporciona um alívio tão grande que não há analista, pote de sorvete ou compras que supere.
Então.. por que agora? Depois de tantos anos, depois que tanta coisa passou, agora que os blogs quase nem existem mais... por quê? Ainda estou tentando entender também. Talvez porque agora eu esteja levemente deprimida ou porque bateu uma nostalgia absurda ou porque não quero incomodar ninguém com minhas lamentações.. não sei. Quando eu descobrir eu aviso.
Hoje estou em casa, terminando meu período de férias, com emprego novo, casa nova, cidade nova (ou melhor, de novo na cidade), olhando para o teto e pensando na vida. Falta vontade pra fazer as mil coisas que planejei, falta planejar muita coisa, falta deixar de seguir planos e eu aqui, estática, querendo apenas me jogar no sofá e ver todas as temporas de Two and a half man pra ver se me animo.
Em que ponto da vida a preguiça deixa de ser preguiça e vira depressão? Qual o ponto exato em que tudo perde a cor e você se conforma que a vida te deu uma rasteira e ficar no chão é melhor que levantar e cair de novo? Como alguém pode se sentir triste por ter que conviver consigo ? Talvez hoje seja apenas mais um dia ruim, num mês ruim, num ano ruim... mas tem horas que parece que nada é o bastante e lá no fundo você sabe que o único problema e você mesmo e que ou muda a atitude ou o negócio não vai acabar bem. Estou nesse exato momento de escolha e ainda não sei o que decidir...

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